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quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Amor é Azul

Aconteceu há umas duas semanas atrás, mas não posso deixar de registrar.

Meu filho descobriu o amor. Fez sua primeira declaração espontânea, disse "eu te amo" com todas as letras.

Não foi para a mãe dele, ou para nenhuma das corujíssimas avós. Para as três ele viria a dizer estas palavras em outros momentos seguintes, mas não foi nesta primeira vez.

O testemunho foi da babá. O pequeno toquinho de gente com ar solene, abraçou o velho fusca azul, na garagem do prédio da avó e disse:

"Fusca Azul, eu te amo".

Como existem outros dois fuscas na mesma garagem, a babá indagou:

"E o vermelho?"

Negativa forte com a cabeça.

"O bege?". Outra negativa.

Fico imaginando os motivos deste amor. Seria empatia com o mais velho e acabado dos 3 fuscas? Por ele morar sozinho no cantinho da garagem? Por ele fazer tanto barulho (que ele imita sempre, com a maior bagunça)? Por ele sair tão pouco pra passear?

Achei engraçadinho, sim. Mas também me comovi com o coraçãozinho de ouro do meu bebê...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Homenagem a uma mamãe orgulhosa

Em primeiro lugar, sorry pela demora em atualizar. Parte foi porque a conexão ficou meio esquisita, mas parte foi total preguiça de acessar internet em casa. É tanto email no trabalho, que às vezes me sinto obrigada a decretar momentos "internet-free" para voltar a conectar com o mundo "real".



Voltando ao que interessa...

Outro dia recebi um email de uma colega de trabalho, mãe de dois rapazes, comentando a notícia de que um filho havia sido selecionado como representante brasileiro no Pan Americano. Coisa pra realmente encher uma mãe de orgulho. Ainda mais num país como o Brasil, onde este tipo de conquista depende totalmente de sorte, pai-trocínio ou ambos. Nem sempre somente a competência é suficiente.

A colega em questão é nova na empresa, o que significa que nos conhecemos ainda pouco. Porém, confesso que a admirei pelo gesto de passar o dito email e fiquei com vontade de conhecê-la melhor (como pessoa-sem-crachá) após esta iniciativa. É preciso coragem, no ambiente profissional empresarial, que ainda é, de modo geral, de ética mais formal e masculina, para se mostrar já de saída tão confortável no papel pessoal de mãe (e de não se lixar com a opinião de quem acha isso piegas). Porque isso não deveria ser um fator reducionista, embora em muitas empresas e na literatura de negócios ainda se coloque o "pedágio" pago por mulheres em função da presumida maior prioridade à vida pessoal.  Traduzindo - muitas mulheres ainda ganhariam menos do que seus pares masculinos porque estes estariam mais dispostos a uma "dedicação total" pela causa da empresa do que elas. A notícia boa é ver que isto é um modelo com tendência de esgotamento pelo mundo afora. No Brasil e América Latina temos fatores culturais que devem fazer com que demore mais um pouco, entretanto.

Da minha parte, só posso dizer que sinto orgulho comparável a uma convocação olímpica ao ver meu filhote de 1,4 ano apenas com um vasto vocabulário de dezenas de palavras, contando de 1 a 16! Repertório que cresce diariamente, cada dia um novo recorde, isto é - uma nova palavrinha ou forma de se fazer entender...

"Ajuda!" disse hoje, ao não conseguir levantar um objeto sozinho.
"Caminhonete" - apontou ao passar ao lado da dita cuja na rua.
"Tadela" - pediu, apontando para as fatias vermelhas de... mortadela, claro!

E entende tudo o que se fala... Pergunte-se a ele "Quem é o sapeca?".
Irá responder silenciosamente, porém com o mais maroto dos sorrisinhos, apontando para si mesmo!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Por que não invejamos Brad e Angelina


Sim, eles são fofos, lindos e parecem com os seus maravilhosos pais.

Sim, eles são chiques (dá um look na boininha do pequeno Max, combinando com papai Brad!).

Sim, eles estão entre as crianças mais "poderosas" do mundo (e a top 1 é a filhinha do Tom Cruise, Suri, que está no Rio esta semana). E provavelmente terão que fazer muitas horas de análise algum dia por causa disto... ou ganhar ainda mais $$$ escrevendo um livro-roteiro sobre isto, como fez a Carrie Fisher!

Sim, eles têm nomes ainda mais esquisitos que os outros filhos do casal (e nós achávamos que somente a Baby Consuelo e o Pepeu tinham este tipo de "criatividade").

Massss....

Posso apostar que qualquer mamãe leitora deste blog pode garantir que o seu pimpolho(a) é muuuito mais fofo que estes dois fofuchos no colo do casal mais badalado do mundo.

Eu garanto que o meu é! E acho que, ainda por cima, ele teria uma performance ainda melhor com os paparazzi (pois o danadinho adora tirar fotos e olha direto pra câmera sempre que vê uma...). Sem esse olhar de susto do Max, tadinho!

Ah, tenho certeza que vocês vão dizer que estou forçando a amizade, mas estou pressentindo que o meu filhote vai ser um Brad do futuro... Afinal, ele é tão branquinho, lindo, loirinho, bochechudinho, de olhos azuizinhos quanto o mini Brad acima... 

Eeeeeh, coração (e imaginação) de mãe coruja não tem limites!!! 



sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mamar, filosofar, sorrir



 Estou demorando mais do que o costume para atualizar os posts do blog, eu sei.  

 Efeito da nova rotina, que a cada 3 horas recomeça, na seqüência mamada – fralda – tranqüilizar (esta aumentando mais ultimamente) e dormir (esta diminuiu durante o dia e vai muito bem à noite – Graças a Deus!).

 Às vezes, crio posts inteiros na minha mente, durante a etapa das mamadas. É praticamente uma hora inteira de interação total com esta nova pessoa na minha vida. Seis vezes por dia, ao menos. O que significa um tempo bem razoável para filosofar e pensar na vida. Daí a passar para o computador... é outra coisa. Conseguir 15 minutos inteiros, em frente ao monitor, às vezes é um pequeno luxo quase impossível (e que tem de ser bem aproveitado antes que o ciclo reinicie ou seja interrompido por um choro fora da sequência!).

 Também aproveito a amamentação para ler um livro bem interessante, que me foi recomendado pelo pai de uma grande amiga durante a gravidez. É um tratado de psicologia sobre o primeiro ano de vida. Muito bom e relativamente acessível à gente leiga, como eu. Está me ajudando ainda mais a entender como se estabelece a personalidade do pequeno.

 Num dos últimos capítulos que li, a seguinte frase  

... o aparecimento da reação de sorriso dá início às relações sociais do homem. É protótipo e premissa de todas as relações sociais subseqüentes.

 Achei o máximo. O sorriso é a ferramenta social por excelência! E é através dele que nos introduzimos às relações com outras pessoas neste mundo, cativando-as mesmo sem saber.

Meu bebê deu seus primeiros sorrisos há mais ou menos 3 semanas, logo após o final do primeiro mês. Naturalmente a babação está imensa... a sensação é como na canção do Gil “há de surgir uma estrela no céu cada vez que você sorri”.

E as pessoas aprendem a usar o sorriso para estabelecer (mesmo que falsamente) uma relação com os outros. Nessas reflexões durante as mamadas lembrei de duas situações nostálgicas a este respeito, típicas de quem passou a infância-adolescência entre os anos 70-80.

Uma veio de uma entrevista da Cyndi Lauper, que foi minha ídola teen. Ela usava um termo para descrever o sorriso amarelo que as celebridades dão – o tal Hollywood Smile. Uso este termo até hoje para descrever aquele sorriso que é quase uma careta de tão falso.

A outra veio de ainda mais tempo atrás. A frase indefectível de todos os cadernos de confidências (*)... vai em letras cor-de-rosa lantejouladas, então!

Sorria, mesmo que seja um sorriso triste! Pois é melhor um sorriso triste do que a tristeza de não saber sorrir.... (aaaahhhh!!!!)

O gosto da frase é altamente duvidoso - mas o conteúdo é revelador. Aprendemos desde nossa chegada ao mundo o valor de um sorriso para nossa sobrevivência.

(*) caderno de confidências – esta vale um post por si só... Resumindo, era um caderno cheio de perguntas, que a pessoa respondia uma por página. Sempre tinha uma questão do tipo “Diga uma frase ou frase predileta”...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Contatos imediatos de primeiro grau


E passou-se a primeira semana deste novo estado (de espírito, de vida), que é ser mãe de alguém.

Comentei com dois grandes amigos que a sensação é a de ter sido abduzida. Como se tivesse sido subitamente arrancada de uma vida e inserida em outra, onde o ritmo é completamente diverso. A complexidade não é maior, nem menor, mas o desafio emocional é muito intenso. Ainda mais para a mãe de primeira viagem, como no texto enviado por minha grande amiga Ale (transcrito no final do post).

A impressão é que esta viagem não tem mais volta e que a vida anterior ficou totalmente para trás. Será?

Bom, como diria Caetano: pode ser que sim, pode ser que não...

De uma coisa já tenho certeza - não se volta o mesmo desta viagem. Imprescindível ter o companheiro certo para esta jornada, um pai carinhoso e apoiador, que entenda a importância do seu papel para o equilíbrio desta nova família, já que a mãe está mais fragilizada neste início. 

Também é frágil o novo relacionamento que se inicia com o bebê. Neste início de segunda semana já consigo perceber o quanto sua energia é afetada por interferências externas e como temos responsabilidade em protegê-lo.

Por fim, a certeza absoluta de que tudo vale muito a pena. Esta primeira semana também trouxe muitos momentos inesquecíveis, dos quais o mais marcante foi o primeiro encontro com meu filhinho. O bebê esgoelava, ao sair da barriga e, ao nosso primeiro toque com as mãos, parou de chorar imediatamente. Até a querida obstetra ficou admirada. Coisas fantásticas que nos revelam o quanto nossa vã filosofia deixa de alcançar sobre as maravilhas da Vida.

Transcrição do Texto enviado pela Ale

Mamãe de primeira viagem não traz muita coisa na bagagem.
Ela traz uma mistura de alegria e incertezas. E agora? Ela não sabe se vai saber ser mãe, não sabe que ser mãe não se aprende assim, que é um aprendizado diário e constante.

Ela traz um coração batendo mais forte, com ansiedades e um mundo de perguntas. Ela quer o melhor para sua continuidade, quer trabalhar duro e dizer com muito orgulho para o mundo todo que encontrou um objetivo para viver a vida.

Ah!... A mamãe de primeira viagem traz o sorriso nas orelhas e lágrimas nos olhos, mesmo se a ensinaram que não se deve chorar. Mas ela chora... ao primeiro contato, à primeira visão, na procura dos seus traços, suas marcas que continuarão sua caminhada na terra.

A mamãe de primeira viagem é uma mulher feliz. E mesmo se as inseguranças do mundo se fazem presentes, ela se prepara, como uma guerreira, para defender e oferecer o melhor dela mesma para o maior presente que ela mesmo recebeu da vida: um filho! 

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Boas notícias

Oi filho.

A "sorte de ontem" na página inicial da mamãe no Orkut era "Você irá receber uma boa notícia".

E foram duas, afinal.

A primeira foi a manchete no UOL dizendo que a Bovespa disparou e fechou o dia em alta de 5,48% (o maior índice desde o grau de investimento)... este é um fator que você deve estar sentindo que deixa sua mamãe bem estressada nos últimos 2 ou 3 meses.

Mas a boa notícia de verdade foi a tia Marina, nossa médica, quem deu. A data do seu aniversário - 6 de outubro.

A emoção é muito grande, difícil de descrever pra você. Lembra um pouco a primeira vez que eu saí de casa pela primeira vez. Um pouco de incerteza, medo, mas também a alegria de marcar uma data para o nosso encontro. Estamos todos muito ansiosos para te ver de pertinho, segurar você, conhecer seu rostinho.

E talvez por isso eu ande tão chorona. Chorei hoje no consultório da tia Marina, que é uma pessoa tão legal e iluminada, dizendo que tinha muito orgulho de trazer você para este mundo. Chorei ontem, quando o papai me disse que estava esperando você com uma felicidade tão grande, igual à que ele próprio sentia quando era criança, ao saber que ganharia um presente maravilhoso de Natal, aquele presente mais desejado de todos.

Restam mais algumas semanas para você ficar aí no quentinho, enquanto o vento frio sopra em Curitiba. Enquanto isso, mamãe vai descansar bastante, aproveitando as caronas da vovó e do vovô e continuando a se preparar para este encontro tão especial, que certamente mudará toda a nossa vida, minha e do papai.

Outro dia, enquanto você se esticava dentro da barriga, pensei comigo mesma "como pode, uma pessoa totalmente estranha, ser tão aguardada por nós dois"... Mas posso te dizer que, embora não saiba nada sobre ser mãe e tenha muitas inseguranças, acredito que este é o momento perfeito para você vir morar com a gente.

E vai ter muito amor, carinho, beijinhos, risadinhas e aquela torneira que o papai vive falando que vai montar pra vocês brincarem com água na sacada.

domingo, 31 de agosto de 2008

O seu chá de fraldas


Oi filho,

Daqui a algum tempo, vou te contar pessoalmente como foi a sua primeira festinha, antes mesmo de você nascer. Tem várias fotos legais, algumas pessoas escreveram conselhos importantes, que certamente você vai curtir ler. Vou guardar tudo num álbum pra você.

Você estava presente sim, mas dentro da minha barriga, bem quentinho. Sorte sua, fez um frio de lascar, tipicamente curitibano. No Weather Channel, dizia que a sensação térmica era de 7 graus!!! Fiquei com pena da sua vovó, que se empenhou tanto em alugar brinquedos e comprar cadeiras novas para o jardim. Bom, pelo menos sua priminha e algumas crianças que chegaram mais cedo aproveitaram bastante.

Vieram várias pessoas, gente muito querida e legal. Até sua titia veio de muito longe, veja só!

Tinha muita comida gostosa, a vovó comprou muitos docinhos e salgadinhos. Sua outra vovó fez a receita famosa de pé de moleque (que todo mundo adora), a Bá fez o empadão delicioso de palmito, tortas de suspiro e o maravilhoso pavê-bombom de morango (que não sobrou nadinha). Você ganhou uma fonte deliciosa de chocolates da tia M., as crianças adoraram, foi muito divertido!!! O vovô também ajudou bastante a arrumar tudo e trouxe as bebidas. Agora quem trabalhou muito neste dia foi o seu papai, mas ele mesmo disse que você merecia e estava também muito feliz.

Nós fizemos esta festa para comemorar a sua chegada. Porque nós acreditamos que tudo de lindo que acontece na vida deve ser muito celebrado. Convidamos bem poucas pessoas, principalmente aquelas que estão curtindo bastante conosco este momento, porque queríamos retribuir o carinho. A barriga não foi o centro das atenções, mas a tua presença foi muito forte o tempo todo, nas fotos, nos enfeites e no barulho das crianças por toda a casa.

Por isso, também, não tivemos brincadeiras de adivinhação de presentes, decidimos que queríamos todo mundo participando conosco, homens, mulheres, crianças... Mas você ganhou um monte de fraldas (o que certamente vai ser super útil) e alguns presentinhos bem fofos e carinhosos.

Hoje, mamãe está morta de cansada... Dói tudo! Ainda bem que é domingo!
Mas na hora não senti cansaço nenhum, só alegria de estar vivendo aquele momento tão legal. E acho que você curtiu também... afinal, ganhou muito carinho e vários beijinhos (na barriga) das meninas que vieram pra sua festinha, seu danado!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Como Abraçar Corretamente um Bebê

A-DO-REI!!!
Quem diz que a Internet não tem nada de útil está perdendo muita coisa interessante...
E obviamente me lembrei do falecido Bóris (Bó), o melhor amigo que já tivemos eu e minhas irmãs. Mais do que um cachorro, um grande camarada, apreciador de torradas e pães - que acabariam por ser o seu fim - com alta sensibilidade musical (tanto que me acompanhava nos intermináveis dedilhados ao piano e levantava a cabeça a cada nota dissonante...).

Aliás, o segundo passo me parece o mais elementar... é claro que um bebê precisa ser devidamente "amassado" antes de um abraço!
Beijos!

Os 4 passos para abraçar corretamente um Bebê

1. Confira se o bebê está de bom humor...






2. Amasse o bebê antes de começar o processo do abraço.





3. Simplesmente deslize sua pata em volta do bebê e prepare-se para a foto.

4. Execute a difícil tarefa de abraçar e sorrir.



















sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ser mãe de menino


Li este texto na revista CRESCER, antes de saber que estava esperando um garotão. A autora é Renata Raganin, administradora. Eu gostei. Por isso estou transcrevendo para compartilhar. (Beijos especiais para Alê Cabral e Caio - Kathy Silva e Gui + Arthur - Fernandinha Guenta e seu baby... depois vcs me escrevem e dizem se concordam, meninas!)



Ser mãe de menino

Venho de uma família de mulheres. O único homem da casa era meu pai. Conseqüentemente, meu universo sempre foi de bonecas, calcinhas, um mundo cor-de-rosa. Na medida em que o tempo passou, o assunto foi mudando para cabeleireiro, cor das unhas, maquiagem. Nossos assuntos giravam em torno de tons de cabelo, brincos e bolsas. No estojo, lápis e canetas tinham cores "femininas".

Então um dia fiquei grávida. Imaginava as quinquilharias que colocaria na guriazinha que estava do tamanho de um grão de arroz.

Com três meses de gestação, meu grão de arroz já tinha jeito de gente e resolveu abrir as pernas e mostrar um pintinho. Levei um choque. Um menino? Como a gente cria menino? Eu não sei fazer isso, e agora?

Meu menininho nasceu com o nome de Guilherme, que significa protetor. Indica um homem que se orgulha da sua força (física, mental ou moral) e se vale dela para auxiliar a pessoas de quem gosta. Queria que meu filho tivesse um nome forte, que quando pronunciado significasse algo de bom.

Então meu gurizinho cresceu mais um pouquinho e hoje meu mundo transformou-se em Bob Esponja, Super-Homem, Batman, Homem-Aranha e muitos carrinhos espalhados pela casa, que aliás têm de ser da Hot Wheels, senão "queba" ou "estaga". Um ser de 3 anos me dando dicas de controle de qualidade...

De vez em quando passa aquela miniatura de ser humano pela sala, de macacão e com um boné virado para trás, segurando o cachorro pela traseira e o coitado de cabeça para baixo tentando espernear.

Chuta tudo o que é redondo, inclusive bolas da árvore de Natal e as bolinhas de vime que eu tinha em cima da mesa da sala.

Esses dias ele me disse:
- Mamãe, já sou um homem "gande", quero fazer xixi de pé, "igal" meu pai.

Ali percebi que tudo passa muito rápido. Ele vai me pedir a chave do carro daqui a alguns dias e eu ainda vou estar tentando entender o universo masculino.

O meu gurizinho me apresenta uma nova vida e é a prova de que, independentemente do sexo do bebê, filho é a coisa mais maravilhosa que existe. Um pedacinho nosso com o pedacinho de alguém que amamos, que se transforma em outra pessoa linda, cheia de sentimentos, coisas para aprender e muito para ensinar. Ser mãe de menino me fez perceber o mundo por um ângulo diferente. Hoje esse detalhe equilibra o meu olhar do ponto de vista masculino e me faz pensar em ter outro filho, para aprender ainda mais a receita da felicidade.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Post rápido, para Ale, Rafinha, Be e Giulia


13a Semana!
A barriga cresceu numa taxa mais acelerada esta semana... nada como Maitena para ajudar a antecipar o que vem por aí...
Beijos para as queridas musas inspiradoras deste post.