terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Homenagem a uma mamãe orgulhosa

Em primeiro lugar, sorry pela demora em atualizar. Parte foi porque a conexão ficou meio esquisita, mas parte foi total preguiça de acessar internet em casa. É tanto email no trabalho, que às vezes me sinto obrigada a decretar momentos "internet-free" para voltar a conectar com o mundo "real".



Voltando ao que interessa...

Outro dia recebi um email de uma colega de trabalho, mãe de dois rapazes, comentando a notícia de que um filho havia sido selecionado como representante brasileiro no Pan Americano. Coisa pra realmente encher uma mãe de orgulho. Ainda mais num país como o Brasil, onde este tipo de conquista depende totalmente de sorte, pai-trocínio ou ambos. Nem sempre somente a competência é suficiente.

A colega em questão é nova na empresa, o que significa que nos conhecemos ainda pouco. Porém, confesso que a admirei pelo gesto de passar o dito email e fiquei com vontade de conhecê-la melhor (como pessoa-sem-crachá) após esta iniciativa. É preciso coragem, no ambiente profissional empresarial, que ainda é, de modo geral, de ética mais formal e masculina, para se mostrar já de saída tão confortável no papel pessoal de mãe (e de não se lixar com a opinião de quem acha isso piegas). Porque isso não deveria ser um fator reducionista, embora em muitas empresas e na literatura de negócios ainda se coloque o "pedágio" pago por mulheres em função da presumida maior prioridade à vida pessoal.  Traduzindo - muitas mulheres ainda ganhariam menos do que seus pares masculinos porque estes estariam mais dispostos a uma "dedicação total" pela causa da empresa do que elas. A notícia boa é ver que isto é um modelo com tendência de esgotamento pelo mundo afora. No Brasil e América Latina temos fatores culturais que devem fazer com que demore mais um pouco, entretanto.

Da minha parte, só posso dizer que sinto orgulho comparável a uma convocação olímpica ao ver meu filhote de 1,4 ano apenas com um vasto vocabulário de dezenas de palavras, contando de 1 a 16! Repertório que cresce diariamente, cada dia um novo recorde, isto é - uma nova palavrinha ou forma de se fazer entender...

"Ajuda!" disse hoje, ao não conseguir levantar um objeto sozinho.
"Caminhonete" - apontou ao passar ao lado da dita cuja na rua.
"Tadela" - pediu, apontando para as fatias vermelhas de... mortadela, claro!

E entende tudo o que se fala... Pergunte-se a ele "Quem é o sapeca?".
Irá responder silenciosamente, porém com o mais maroto dos sorrisinhos, apontando para si mesmo!

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