sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre Montanhas e Mães

Li num livro um comentário sobre montanhas que me trouxe algumas reflexões...


Para os chineses, a montanha é a representação do feminino, da maternidade. Segundo esta crença, cidades ou construções ao pé de uma montanha tendem a passar uma sensação de acolhimento.

Eu já senti isto, ao acampar ao pé de uma linda montanha no Peru, o Taulliraju (5830 m). Além de ser visualmente linda, foi puro aconchego a sensação de sentar em uma pedra e ficar contemplando este monumento da natureza, até que algumas nuvens cobrissem o seu pico nevado. Senti-me pequenina, mas também abraçada pela grandeza da montanha. E aquela noite foi um soninho gostoso, profundo e sereno.

Ainda sobre montanhas, foi neste mesmo trekking que ouvi do guia uma pérola de sabedoria que por vezes me recordo em momentos mais emocionais da vida. Disse ele "a montanha apenas potencializa o que você já traz consigo", pois ao caminhar 2, 3 ou até 5 dias em atmosfera rarefeita, nos encontramos muitas vezes com emoções fortes que não conseguimos dominar, até que possamos olhar muito profundamente para dentro da gente e entender de onde vem isto. As vezes, vivemos coisas que trazem este mesmo sentimento. Tudo está lá, dentro de cada um e a "montanha" pode ser um desafio, uma mudança, uma novidade que vai gerar um desconforto e o despertar de uma essência que pode estar apenas adormecida.

E que o feminino ou maternal seja identificado com a montanha pode fazer realmente sentido, até numa ótica mais ocidental. Pois acho que era Jung quem atribuía ao arquétipo materno, sabedoria e elevação espiritual além da razão, o cuidado, a transformação mágica, o renascimento... e também o lado obscuro, apavorante e fatal que convive na Grande Mãe como é chamada em tantas culturas.

Resolvi escrever este post só pra lembrar de algumas montanhas que já me marcaram. Algumas conheci pessoalmente (como o Taulliraju e Huayna Picchu), outras estão na lista de um passeio futuro.

Taulliraju (Cordilheira Branca, Peru)


Huayna Picchu (a montanha que fica atrás de Macchu Picchu, Peru)


Mont Sainte Victoire, na Provence Francesa, que Cezanne pintou quase uma centena de vezes, em várias horas diferentes do dia.



Annapurna (Tibete), eu já pintei um quadrinho com esta montanha, deve ser um dos trekkings mais fascinantes do mundo!



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Projeto Felicidade Possível

Meu interesse começou quando ainda adolescente. Acho que era minha mãe quem usava cartões de presente com reproduções de pintores impressionistas. Sempre "roubava" um ou outro que atraía mais o olhar (e a imaginação).



Um destes cartões era a reprodução de um Monet, no Jardim de Giverny. Quantas vezes me imaginei como a garotinha da pintura, no meio daquelas flores maravilhosas. Até pensei em dar uma passada no local, que está preservado até hoje, quando estivemos em Paris. Mas o objetivo daquela viagem era outro. Porém ainda vou matar a vontade de conhecer de perto o jardim de Monet.

Depois fui gostando cada vez mais de outros impressionistas. Van Gogh, o meu preferido, com suas cores arrebatadoras. Quase caí de joelhos no Metropolitan diante do Starry Night e, no museu d´Orsay, entrei em verdadeiro êxtase.

Ultimamente, são os catálogos da L´Occitane, com imagens maravilhosas da Provence, que coleciono e guardo, na intenção de fazer pequenos quadros no futuro. Em visita recente à região da Toscana, na Itália, também comprei um calendário com lindas fotos. Tudo em busca do colorido, da nostalgia e da poesia de cenários de sonho.



Ando lendo muita coisa com este espírito. Além da autobiografia da Julia Child que já comentei por aqui (ela também passou pela Provence), já baixei no Kindle as amostras de "Sob o Sol da Toscana" (o livro que deu origem a um dos meus filmes prediletos) e "Um ano na Provence" (o pioneiro dos best sellers em lugares idílicos, de Peter Mayle).

Mas já comecei a leitura de um outro livro, que tinha baixado junto com o "My Life in France". Chama-se "The Happiness Project", a autora é Gretchen Rubin, advogada e escritora em Nova York. É auto ajuda, mas das boas. Confesso que tenho um pé meio atrás com este gênero, receita pronta para a vida não parece ser a melhor solução, cada um sabe onde aperta o seu calo. Mas já na leitura da amostra, me identifiquei muito com a autora, que tem uma personalidade inquieta, perfeccionista e ansiosa. Uma pessoa que se reconhece feliz e que sente que deveria se sentir mais grata e plena com a sua própria vida, porém incapaz de fazer esta transição apenas racionalizando os motivos.

Ela foi buscar em diversas fontes, dos gregos clássicos ao Dalai Lama, passando por romances e filósofos mais modernos, a fonte da felicidade. De uma forma pé no chão e usando ferramentas de negócios, como um cronograma anual, com listas mensais de objetivos, ela identificou os fatores que impactariam a sua percepção individual de felicidade.


Sobre os motivos desta busca, ela escreveu "Queria mudar minha vida, mas sem fazer mudança alguma em minha vida, encontrar mais felicidade no meu próprio quintal. Eu sabia que não descobriria a felicidade num lugar remoto ou em circunstâncias incomuns. Sabia que estava logo ali, agora - como naquela história de duas crianças que passam um ano percorrendo o mundo atrás do pássaro azul da felicidade, até encontrá-lo esperando-os quando finalmente retornam para casa".

Ela diz tudo, a felicidade é algo interno, a tão sonhada paz interior. O legal de envelhecer é cada vez mais perceber e valorizar isto, dentro da vida normal da gente. Não precisa ir muito longe.

(Por mais que às vezes me pegue sonhando acordada em largar tudo e ir morar numa pequena villa na Toscana, passando o dia a passear no meio dos campos floridos e ler bons livros, voltar a pintar, comer naqueles pequenos restaurantes maravilhosos... Bom, além das dicas da Gretchen, alugar uma villa lá pra passar um mês de férias também não deve ser nada mall!)

A lista da Gretchen Rubin para seu projeto de um ano em busca da felicidade...

Janeiro - aumentar a energia (vitalidade)
Fevereiro - lembrar-se do amor (casamento)
Março - superar-se (trabalho)
Abril - buscar leveza (maternidade)
Maio - brincar a sério (lazer)
Junho - tempo para amigos (amizade)
Julho - comprar alguma felicidade (dinheiro)
Agosto - contemplar o céu (eternidade)
Setembro - dedicar-se a uma paixão (livros)
Outubro - prestar atenção (auto consciência)
Novembro - manter o coração satisfeito (atitude)
Dezembro - objetivo atingido (felicidade)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Julia & Me


Perdi o vôo. Foi o custo de 15 minutos a mais de abraços e beijos com o meu filhote. Duas horas e meia de espera no aeroporto, alguns emails para botar em dia... Me parece um preço justo, pago com prazer.

Aproveito parte do tempo para continuar a leitura de um livro delicioso que baixei no Kindle.

My Life in France conta a vida da culinarista Julia Child e os eventos que a levaram a tornar-se uma das maiores apresentadoras de TV nos EUA deste tipo de programa. Parece bobinho, mas estou adorando e, curiosamente, me identificando muito com a Julia.

Sempre tive uma atração enorme pela França e sua cultura, a forma como se preservam e defendem algumas instituições como os queijos, a arquitetura, os pequenos comércios, as artes, os pães e a culinária em geral. E confesso que é difícil imaginar que uma americana como Julia seria capaz de mergulhar tão profundamente na cultura de outro país e influenciar toda uma geração de donas de casa para buscar sabores mais naturais e autênticos, dando-se a oportunidade de ter prazer ao preparar e degustar comida de verdade em sua própria casa.

O livro conta como ela despertou uma vocação adormecida. Julia não cozinhava nada até os 37 anos. Como um estudante de artes ou um aspirante a escritor, que ao tomar contato com obras primas começa a despertar sua vontade de expressar sua própria arte, ela começou a frequentar com o marido (ele próprio um gourmet), transferido por motivo de trabalho para Paris, diversos restaurantes e aprender a apreciar cada vez mais esta culinária tão encantadora. Sozinha e sem ocupação em seus primeiros meses em Paris, ela começou a experimentar por conta própria, lendo diversos livros. Porém, logo sentiu vontade de uma orientação mais profissional - e tornou-se aluna da célebre escola Cordon Bleu. Percebeu a oportunidade de passar adiante estes conhecimentos e dar a chance de outros poderem trazer mais encantamento, mais alma e mais sabor para a vida de outras famílias.

Mesmo imersa totalmente na cultura francesa, ela manteve a essência yankee, claro. Trouxe uma abordagem mais pragmática para a forma de ensinar as receitas, fazendo diversas experiências e buscando o passo a passo compreensível para cada receita, desde a mais simples até a mais complicada.

A busca da nossa própria voz é uma das mais válidas da vida, além de toda a questão de se trazer mais alma para dentro de um lar. Trata-se de uma tendência importante, que já vem sendo mapeada por diversos institutos de pesquisa, as pessoas estão se voltando para alguns valores mais tradicionais em busca de suas raízes culturais e um senso mais forte de identificação pessoal.

Voltando a Julia Child. Recentemente, esteve em cartaz o filme "Julie e Julia", que conta a história de uma blogueira que testou durante um ano todas as receitas do livro escrito por Julia (Mastering the Art of French Food, resultado de quase 4 anos de trabalho).Estou louca pra ver este filme, ainda não deu tempo, dizem que a atuação da Meryl Streep como Julia Child está fantástica. Ela não chegou a ver o filme, pois morreu um ano antes, mas ouvi dizer que não gostava do blog, provavelmente porque a autora muitas vezes ironiza ou deprecia alguns detalhamentos das receitas (coisa que Julia levava muito a sério). O livro Julie e Julia também não parece ser grande coisa, como a maioria dos blogs que viram livros perde um pouco o "frescor" da linguagem mais rápida da internet em uma versão condensada. Mas como roteiro para o cinema parece ser interessante, ainda vou dar um jeito de conferir e comentar por aqui.

Bom, o livro My Life in France é maravilhoso, recomendo. Foi escrito pelo sobrinho de Julia com base nas conversas que tiveram um ano antes da morte dela. Provavelmente, ela tenha sentido vontade de deixar sua própria versão dos fatos ao ler o blog. A cada capítulo, sinto uma invejinha desta mulher que viveu na França do pós guerra, em meio ao romantismo de pequenos cafés e restaurantes, passeios no mercado de Les Halles, caminhadas ao anoitecer pela colina de Montmartre ou no cais em Marseille. O livro é para ser saboreado, pois há descrições detalhadas dos pratos e pesquisas feitos pela culinarista. Lembra um pouco aquele maravilhoso filme Festa de Babette, onde também há a exaltação da culinária francesa.

Não sei se algum dia aprenderei a cozinhar, tenho dificuldade até com as coisas mais básicas! Acho maravilhoso quem sabe, considero a culinária como uma arte.  Mas a primeira influência de Julia em minha vida foi voltar a consumir manteiga, saboreando cada fatia com gosto!

"Temos que buscar o melhor sabor em cada experiência" e "sem exageros, tudo é possível", estes são os grande ensinamentos da culinária francesa que certamente se aplicam em uma escala mais ampla na vida.

Pra quem se interessou mais, tem uma boa reportagem sobre o filme+blog no blog  Food Renegade (um blog pra quem gosta de comida de verdade)
http://www.foodrenegade.com/julie-and-julia-a-lovable-movie/#more-1231

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu e meu Kindle

Adoro ler. Bom, geralmente quem gosta de escrever tem esta característica.

E tenho para mim que uma parte dos meus atrasos em atualizar o blog veio da diminuição das leituras no último ano. Mas agora acho que retomei o ritmo. Tudo por causa de um brinquedinho novo, bem divertido, que me dei de presente de aniversário - um leitor de livros eletrônico, o famoso Kindle da Amazon.com.

Namorei o bichinho por algumas semanas até decidir. Quando finalmente tomei coragem e apertei o botãozinho de compra, quase desisti ao ver o preço em dobro, calculado com os impostos de importação (pois esqueci que afinal tratava-se de um eletrônico...). Graças a Deus, uma boa alma - colega de trabalho que mora nos EUA, prontificou-se a me trazer o mimo.

Na mesma semana em que o Kindle chegou em minhas mãos, saiu uma reportagem na Veja sobre o IPad, que vai ser a promessa da Apple para brigar neste novo mercado. Sem o acervo da Amazon (ainda) e com uma tela brilhante igual ao IPhone (e por isso mesmo, bem mais cansativa para a leitura). Enfim, não duvido que os caras vão se tornar a referência rapidinho, mas confesso que sinto um certo orgulho de possuir o aparelho que fez a primeira revolução editorial em muitos e muitos anos depois de Gutemberg inventar a imprensa.

No começo é um pouco estranho. Pra quem ama livros, parece fazer falta o cheiro do papel, a textura. Mas é só começar que já vira cachaça, o aparelhinho tem vários recursos legais que facilitam a leitura. Pouca coisa em português (por enquanto só o Paulo Coelho completo e alguns autores menos conhecidos). O que não é de todo ruim, desculpa perfeita pra praticar o meu inglês, que andava meio basicão.

Os livros são baixados online na hora (o aparelho tem wireless embutido) e ainda tem um recurso bem legal de baixar amostras grátis (de um ou dois capítulos).  Delícia, poder ler na hora, na sala de casa ou onde se quiser, o pedacinho de um livro que você tinha a maior curiosidade...

Coisa de quem ama bibliotecas. Pode me chamar de nerd, sou mesmo, sempre fui. Fugia das aulas de educação física pra me refugiar numa delas, no colégio. Ficava horas, só lendo trechinhos de livros. Tenho até hoje o exemplar (que nunca devolvi) da carta de Pero Vaz de Caminha (porque o pedacinho que estava no livro de História parecia insuficiente para a minha curiosidade).

Alguns trechos inesquecíveis de filmes com bibliotecas: a primeira vez que o frade franciscano vivido por Sean Connery conhece a coleção proibida dos beneditinos, em o Nome da Rosa (o livro é ainda melhor que o filme). Outro: a noite que o detetive interpretado por Morgan Freeman passa pesquisando na biblioteca de Nova York (maravilhosa) em Seven...

(E também penso que meu filhote irá achar jurássico este aparelhinho que apareceu no mesmo ano em que nasceu!... Ele, que ama seus livrinhos coloridos, certamente irá ter um hábito de ler muito diferente do que tive até pouco tempo, mas espero que ame tanto quanto sua mamãe o prazer da leitura.)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Homenagem a uma mamãe orgulhosa

Em primeiro lugar, sorry pela demora em atualizar. Parte foi porque a conexão ficou meio esquisita, mas parte foi total preguiça de acessar internet em casa. É tanto email no trabalho, que às vezes me sinto obrigada a decretar momentos "internet-free" para voltar a conectar com o mundo "real".



Voltando ao que interessa...

Outro dia recebi um email de uma colega de trabalho, mãe de dois rapazes, comentando a notícia de que um filho havia sido selecionado como representante brasileiro no Pan Americano. Coisa pra realmente encher uma mãe de orgulho. Ainda mais num país como o Brasil, onde este tipo de conquista depende totalmente de sorte, pai-trocínio ou ambos. Nem sempre somente a competência é suficiente.

A colega em questão é nova na empresa, o que significa que nos conhecemos ainda pouco. Porém, confesso que a admirei pelo gesto de passar o dito email e fiquei com vontade de conhecê-la melhor (como pessoa-sem-crachá) após esta iniciativa. É preciso coragem, no ambiente profissional empresarial, que ainda é, de modo geral, de ética mais formal e masculina, para se mostrar já de saída tão confortável no papel pessoal de mãe (e de não se lixar com a opinião de quem acha isso piegas). Porque isso não deveria ser um fator reducionista, embora em muitas empresas e na literatura de negócios ainda se coloque o "pedágio" pago por mulheres em função da presumida maior prioridade à vida pessoal.  Traduzindo - muitas mulheres ainda ganhariam menos do que seus pares masculinos porque estes estariam mais dispostos a uma "dedicação total" pela causa da empresa do que elas. A notícia boa é ver que isto é um modelo com tendência de esgotamento pelo mundo afora. No Brasil e América Latina temos fatores culturais que devem fazer com que demore mais um pouco, entretanto.

Da minha parte, só posso dizer que sinto orgulho comparável a uma convocação olímpica ao ver meu filhote de 1,4 ano apenas com um vasto vocabulário de dezenas de palavras, contando de 1 a 16! Repertório que cresce diariamente, cada dia um novo recorde, isto é - uma nova palavrinha ou forma de se fazer entender...

"Ajuda!" disse hoje, ao não conseguir levantar um objeto sozinho.
"Caminhonete" - apontou ao passar ao lado da dita cuja na rua.
"Tadela" - pediu, apontando para as fatias vermelhas de... mortadela, claro!

E entende tudo o que se fala... Pergunte-se a ele "Quem é o sapeca?".
Irá responder silenciosamente, porém com o mais maroto dos sorrisinhos, apontando para si mesmo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010, o ano em que faremos contato



O título deste email é a homenagem ao filme homônimo, quando 2010 parecia um futuro muito distante em que teríamos certeza que não estamos sozinhos neste universo.

Em 2010 do mundo real, chegou a hora das resoluções de ano novo!

Desde a gravidez, sou fã da revista Crescer. Com belas fotos e colunistas interessantes, tem sempre alguma inspiração legal pra gente se conectar melhor com a mamãe que nos habita.

E o site é bacana também. O artigo sobre as resoluções de ano novo tem muito a ver com o que eu penso pra 2010, parece que foi escrito para mim!

A íntegra está no endereço a seguir, pra quem quiser conferir. Eu assino 100% embaixo!


Seguem alguns trechos do ano em que farei contato com as coisas mais importantes da vida.

2 - Vou administrar melhor meu tempo para ver meu filho crescer (...) dar incontáveis gargalhadas. Vou perder menos tempo resolvendo as coisas burocráticas da vida e gastar mais minutos de pernas para o ar ao lado da minha família.

3 - Vou olhar a vida com mais leveza para que os problemas tenham o peso que merecem, e assim deixá-la menos complicada e mais divertida. Isso me dará mais tempo para pensar num piquenique no fim de semana ou uma corrida à praia com as crianças, e, assim, aproveitar melhor todo dia de sol que houver.

4 - Vou organizar meus horários para conseguir fazer uma atividade física e viajar mais. Quero curtir minha família e meus amigos por mais tempo.

6 - Quero reservar um tempo para fazer um curso de artesanato, algo que eu possa usar as mãos para criar.

8 - Vou cuidar do relacionamento com meu marido. Para isso, vou me organizar para ter uma noite a sós com ele, voltar a deixar aqueles bilhetes que trocava na época do namoro ou comprar uma lingerie nova para fazer uma surpresa.

9 - Pelo menos três vezes na semana, ao chegar do trabalho, vou andar com meu filho e meu cachorro. Ouvir o som dos passarinhos e observar todas aquelas coisas que só as crianças conseguem nos mostrar.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Depois de um longo e tenebroso inverno...


Eu voltei!!!
Aqui tem chá no bule! Finalmente!!!
Sinceramente, quando comecei a escrever este blog, achei que seria apenas para consumo próprio. Mas me surpreendi com a receptividade de alguns leitores fiéis, a maioria gente que me conhece fora do mundo virtual. Obrigada por terem mandado scraps no Orkut e alguns emails perguntando sobre o silêncio!
Agora o que mais me surpreendeu foi saber que tem gente que nunca me viu na vida e que se interessou pelo que escrevi!
O motivo do silêncio? Bom, o que importa é que agora resolvi voltar, é uma resolução firme pra 2010.
Em vez de gastar o espaço explicando motivos, segue o link para uma das minhas músicas prediletas. Recuperei os meus CDs de fado nos últimos dias. Ouçam e vejam como é lindo. Como a vida da gente, que às vezes a gente esquece em meio a coisinhas muito, muito pequenas.