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sábado, 2 de outubro de 2010

I am Elizabeth Bennet... with Zombies!

PrideandPrejudiceandZombiesCover.jpg

Comprei um livro fantástico na livraria do aeroporto semana passada. Uma criativa adaptação do clássico romance de Jane Austen.

O título já é ótimo - Orgulho e Preconceito e Zumbis (Pride and Prejudice and Zombies).

Eu li o original de Austen aos 20 e poucos anos e adorei. Foi o primeiro de uma série de encontros com Austen, em via escrita e também no cinema. Claro que me apaixonei pelo Sr Darcy já naquela ocasião.


O 1o parágrafo da nova versão começa com a seguinte afirmação: 

"É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros."  Dá pra perceber que o autor, Seth Grahame-Smith, é um cara, no mínimo, perspicaz.


O autor diz que usou 85% do original para compor o romance, mas me parece que foi um pouco menos, pois não só os zumbis entraram de forma muito natural e pertinente na história, mas também alguns diálogos foram totalmente reescritos, de forma a reforçar uma determinada percepção sobre os personagens, que no original é bem mais sutil.

Enfim, devorei as mais de 300 páginas em 3 sessões de leitura muito agradável.

Outra coisa legal é ter a internet pra prolongar o gostinho final, com mais informações interessantes pra quem é fã de Austen (e do co-autor Seth) como eu.

Jogando o nome do livro no Google, descobri que já tem até um filme sendo feito, com a Natalie Portman sendo a provável escolhida para o papel da heroína Elizabeth Bennet, na versão treinada nas artes orientais e decapitando todo e qualquer zumbi à vista.

Num link de um site sobre a obra de Jane, descobri um testezinho do tipo Capricho, pra descobrir qual heroína de Austen você seria. Bom, eu confesso que não precisava nem fazer o teste, claro que sou Elizabeth (embora já tenha tido umas fases mais Elinor Dashwood no passado). E confesso que me identifiquei ainda mais com a versão revisada e ampliada com zumbis de Lizzy.

Segue o link pra quem quiser tentar: http://www.strangegirl.com/emma/quiz.php

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Projeto Felicidade Possível

Meu interesse começou quando ainda adolescente. Acho que era minha mãe quem usava cartões de presente com reproduções de pintores impressionistas. Sempre "roubava" um ou outro que atraía mais o olhar (e a imaginação).



Um destes cartões era a reprodução de um Monet, no Jardim de Giverny. Quantas vezes me imaginei como a garotinha da pintura, no meio daquelas flores maravilhosas. Até pensei em dar uma passada no local, que está preservado até hoje, quando estivemos em Paris. Mas o objetivo daquela viagem era outro. Porém ainda vou matar a vontade de conhecer de perto o jardim de Monet.

Depois fui gostando cada vez mais de outros impressionistas. Van Gogh, o meu preferido, com suas cores arrebatadoras. Quase caí de joelhos no Metropolitan diante do Starry Night e, no museu d´Orsay, entrei em verdadeiro êxtase.

Ultimamente, são os catálogos da L´Occitane, com imagens maravilhosas da Provence, que coleciono e guardo, na intenção de fazer pequenos quadros no futuro. Em visita recente à região da Toscana, na Itália, também comprei um calendário com lindas fotos. Tudo em busca do colorido, da nostalgia e da poesia de cenários de sonho.



Ando lendo muita coisa com este espírito. Além da autobiografia da Julia Child que já comentei por aqui (ela também passou pela Provence), já baixei no Kindle as amostras de "Sob o Sol da Toscana" (o livro que deu origem a um dos meus filmes prediletos) e "Um ano na Provence" (o pioneiro dos best sellers em lugares idílicos, de Peter Mayle).

Mas já comecei a leitura de um outro livro, que tinha baixado junto com o "My Life in France". Chama-se "The Happiness Project", a autora é Gretchen Rubin, advogada e escritora em Nova York. É auto ajuda, mas das boas. Confesso que tenho um pé meio atrás com este gênero, receita pronta para a vida não parece ser a melhor solução, cada um sabe onde aperta o seu calo. Mas já na leitura da amostra, me identifiquei muito com a autora, que tem uma personalidade inquieta, perfeccionista e ansiosa. Uma pessoa que se reconhece feliz e que sente que deveria se sentir mais grata e plena com a sua própria vida, porém incapaz de fazer esta transição apenas racionalizando os motivos.

Ela foi buscar em diversas fontes, dos gregos clássicos ao Dalai Lama, passando por romances e filósofos mais modernos, a fonte da felicidade. De uma forma pé no chão e usando ferramentas de negócios, como um cronograma anual, com listas mensais de objetivos, ela identificou os fatores que impactariam a sua percepção individual de felicidade.


Sobre os motivos desta busca, ela escreveu "Queria mudar minha vida, mas sem fazer mudança alguma em minha vida, encontrar mais felicidade no meu próprio quintal. Eu sabia que não descobriria a felicidade num lugar remoto ou em circunstâncias incomuns. Sabia que estava logo ali, agora - como naquela história de duas crianças que passam um ano percorrendo o mundo atrás do pássaro azul da felicidade, até encontrá-lo esperando-os quando finalmente retornam para casa".

Ela diz tudo, a felicidade é algo interno, a tão sonhada paz interior. O legal de envelhecer é cada vez mais perceber e valorizar isto, dentro da vida normal da gente. Não precisa ir muito longe.

(Por mais que às vezes me pegue sonhando acordada em largar tudo e ir morar numa pequena villa na Toscana, passando o dia a passear no meio dos campos floridos e ler bons livros, voltar a pintar, comer naqueles pequenos restaurantes maravilhosos... Bom, além das dicas da Gretchen, alugar uma villa lá pra passar um mês de férias também não deve ser nada mall!)

A lista da Gretchen Rubin para seu projeto de um ano em busca da felicidade...

Janeiro - aumentar a energia (vitalidade)
Fevereiro - lembrar-se do amor (casamento)
Março - superar-se (trabalho)
Abril - buscar leveza (maternidade)
Maio - brincar a sério (lazer)
Junho - tempo para amigos (amizade)
Julho - comprar alguma felicidade (dinheiro)
Agosto - contemplar o céu (eternidade)
Setembro - dedicar-se a uma paixão (livros)
Outubro - prestar atenção (auto consciência)
Novembro - manter o coração satisfeito (atitude)
Dezembro - objetivo atingido (felicidade)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu e meu Kindle

Adoro ler. Bom, geralmente quem gosta de escrever tem esta característica.

E tenho para mim que uma parte dos meus atrasos em atualizar o blog veio da diminuição das leituras no último ano. Mas agora acho que retomei o ritmo. Tudo por causa de um brinquedinho novo, bem divertido, que me dei de presente de aniversário - um leitor de livros eletrônico, o famoso Kindle da Amazon.com.

Namorei o bichinho por algumas semanas até decidir. Quando finalmente tomei coragem e apertei o botãozinho de compra, quase desisti ao ver o preço em dobro, calculado com os impostos de importação (pois esqueci que afinal tratava-se de um eletrônico...). Graças a Deus, uma boa alma - colega de trabalho que mora nos EUA, prontificou-se a me trazer o mimo.

Na mesma semana em que o Kindle chegou em minhas mãos, saiu uma reportagem na Veja sobre o IPad, que vai ser a promessa da Apple para brigar neste novo mercado. Sem o acervo da Amazon (ainda) e com uma tela brilhante igual ao IPhone (e por isso mesmo, bem mais cansativa para a leitura). Enfim, não duvido que os caras vão se tornar a referência rapidinho, mas confesso que sinto um certo orgulho de possuir o aparelho que fez a primeira revolução editorial em muitos e muitos anos depois de Gutemberg inventar a imprensa.

No começo é um pouco estranho. Pra quem ama livros, parece fazer falta o cheiro do papel, a textura. Mas é só começar que já vira cachaça, o aparelhinho tem vários recursos legais que facilitam a leitura. Pouca coisa em português (por enquanto só o Paulo Coelho completo e alguns autores menos conhecidos). O que não é de todo ruim, desculpa perfeita pra praticar o meu inglês, que andava meio basicão.

Os livros são baixados online na hora (o aparelho tem wireless embutido) e ainda tem um recurso bem legal de baixar amostras grátis (de um ou dois capítulos).  Delícia, poder ler na hora, na sala de casa ou onde se quiser, o pedacinho de um livro que você tinha a maior curiosidade...

Coisa de quem ama bibliotecas. Pode me chamar de nerd, sou mesmo, sempre fui. Fugia das aulas de educação física pra me refugiar numa delas, no colégio. Ficava horas, só lendo trechinhos de livros. Tenho até hoje o exemplar (que nunca devolvi) da carta de Pero Vaz de Caminha (porque o pedacinho que estava no livro de História parecia insuficiente para a minha curiosidade).

Alguns trechos inesquecíveis de filmes com bibliotecas: a primeira vez que o frade franciscano vivido por Sean Connery conhece a coleção proibida dos beneditinos, em o Nome da Rosa (o livro é ainda melhor que o filme). Outro: a noite que o detetive interpretado por Morgan Freeman passa pesquisando na biblioteca de Nova York (maravilhosa) em Seven...

(E também penso que meu filhote irá achar jurássico este aparelhinho que apareceu no mesmo ano em que nasceu!... Ele, que ama seus livrinhos coloridos, certamente irá ter um hábito de ler muito diferente do que tive até pouco tempo, mas espero que ame tanto quanto sua mamãe o prazer da leitura.)