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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ivete | Vídeo de boas-vindas a bordo TAM - MAI 2010

Lindo, emocionante, tudo de bom o vídeo que a TAM fez com a Ivete pra homenagear o dia das mães.

Aliás, são maravilhosas as últimas campanhas publicitárias que esta empresa tem exibido logo antes da decolagem. A maioria com estrangeiros, falando em línguas diversas sobre sentimentos que são universais.

Este último está muito especial, não consegui evitar a emoção e a identificação total.

"(Filho), não precisa nada em troca (...) só aceite o meu amor, só deixe eu lhe amar dessa forma intensa que eu lhe amo"

Disse tudo, dona Ivete.

http://www.youtube.com/watch?v=fMsEHsK6TY8

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre Montanhas e Mães

Li num livro um comentário sobre montanhas que me trouxe algumas reflexões...


Para os chineses, a montanha é a representação do feminino, da maternidade. Segundo esta crença, cidades ou construções ao pé de uma montanha tendem a passar uma sensação de acolhimento.

Eu já senti isto, ao acampar ao pé de uma linda montanha no Peru, o Taulliraju (5830 m). Além de ser visualmente linda, foi puro aconchego a sensação de sentar em uma pedra e ficar contemplando este monumento da natureza, até que algumas nuvens cobrissem o seu pico nevado. Senti-me pequenina, mas também abraçada pela grandeza da montanha. E aquela noite foi um soninho gostoso, profundo e sereno.

Ainda sobre montanhas, foi neste mesmo trekking que ouvi do guia uma pérola de sabedoria que por vezes me recordo em momentos mais emocionais da vida. Disse ele "a montanha apenas potencializa o que você já traz consigo", pois ao caminhar 2, 3 ou até 5 dias em atmosfera rarefeita, nos encontramos muitas vezes com emoções fortes que não conseguimos dominar, até que possamos olhar muito profundamente para dentro da gente e entender de onde vem isto. As vezes, vivemos coisas que trazem este mesmo sentimento. Tudo está lá, dentro de cada um e a "montanha" pode ser um desafio, uma mudança, uma novidade que vai gerar um desconforto e o despertar de uma essência que pode estar apenas adormecida.

E que o feminino ou maternal seja identificado com a montanha pode fazer realmente sentido, até numa ótica mais ocidental. Pois acho que era Jung quem atribuía ao arquétipo materno, sabedoria e elevação espiritual além da razão, o cuidado, a transformação mágica, o renascimento... e também o lado obscuro, apavorante e fatal que convive na Grande Mãe como é chamada em tantas culturas.

Resolvi escrever este post só pra lembrar de algumas montanhas que já me marcaram. Algumas conheci pessoalmente (como o Taulliraju e Huayna Picchu), outras estão na lista de um passeio futuro.

Taulliraju (Cordilheira Branca, Peru)


Huayna Picchu (a montanha que fica atrás de Macchu Picchu, Peru)


Mont Sainte Victoire, na Provence Francesa, que Cezanne pintou quase uma centena de vezes, em várias horas diferentes do dia.



Annapurna (Tibete), eu já pintei um quadrinho com esta montanha, deve ser um dos trekkings mais fascinantes do mundo!



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Homenagem a uma mamãe orgulhosa

Em primeiro lugar, sorry pela demora em atualizar. Parte foi porque a conexão ficou meio esquisita, mas parte foi total preguiça de acessar internet em casa. É tanto email no trabalho, que às vezes me sinto obrigada a decretar momentos "internet-free" para voltar a conectar com o mundo "real".



Voltando ao que interessa...

Outro dia recebi um email de uma colega de trabalho, mãe de dois rapazes, comentando a notícia de que um filho havia sido selecionado como representante brasileiro no Pan Americano. Coisa pra realmente encher uma mãe de orgulho. Ainda mais num país como o Brasil, onde este tipo de conquista depende totalmente de sorte, pai-trocínio ou ambos. Nem sempre somente a competência é suficiente.

A colega em questão é nova na empresa, o que significa que nos conhecemos ainda pouco. Porém, confesso que a admirei pelo gesto de passar o dito email e fiquei com vontade de conhecê-la melhor (como pessoa-sem-crachá) após esta iniciativa. É preciso coragem, no ambiente profissional empresarial, que ainda é, de modo geral, de ética mais formal e masculina, para se mostrar já de saída tão confortável no papel pessoal de mãe (e de não se lixar com a opinião de quem acha isso piegas). Porque isso não deveria ser um fator reducionista, embora em muitas empresas e na literatura de negócios ainda se coloque o "pedágio" pago por mulheres em função da presumida maior prioridade à vida pessoal.  Traduzindo - muitas mulheres ainda ganhariam menos do que seus pares masculinos porque estes estariam mais dispostos a uma "dedicação total" pela causa da empresa do que elas. A notícia boa é ver que isto é um modelo com tendência de esgotamento pelo mundo afora. No Brasil e América Latina temos fatores culturais que devem fazer com que demore mais um pouco, entretanto.

Da minha parte, só posso dizer que sinto orgulho comparável a uma convocação olímpica ao ver meu filhote de 1,4 ano apenas com um vasto vocabulário de dezenas de palavras, contando de 1 a 16! Repertório que cresce diariamente, cada dia um novo recorde, isto é - uma nova palavrinha ou forma de se fazer entender...

"Ajuda!" disse hoje, ao não conseguir levantar um objeto sozinho.
"Caminhonete" - apontou ao passar ao lado da dita cuja na rua.
"Tadela" - pediu, apontando para as fatias vermelhas de... mortadela, claro!

E entende tudo o que se fala... Pergunte-se a ele "Quem é o sapeca?".
Irá responder silenciosamente, porém com o mais maroto dos sorrisinhos, apontando para si mesmo!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Por que não invejamos Brad e Angelina


Sim, eles são fofos, lindos e parecem com os seus maravilhosos pais.

Sim, eles são chiques (dá um look na boininha do pequeno Max, combinando com papai Brad!).

Sim, eles estão entre as crianças mais "poderosas" do mundo (e a top 1 é a filhinha do Tom Cruise, Suri, que está no Rio esta semana). E provavelmente terão que fazer muitas horas de análise algum dia por causa disto... ou ganhar ainda mais $$$ escrevendo um livro-roteiro sobre isto, como fez a Carrie Fisher!

Sim, eles têm nomes ainda mais esquisitos que os outros filhos do casal (e nós achávamos que somente a Baby Consuelo e o Pepeu tinham este tipo de "criatividade").

Massss....

Posso apostar que qualquer mamãe leitora deste blog pode garantir que o seu pimpolho(a) é muuuito mais fofo que estes dois fofuchos no colo do casal mais badalado do mundo.

Eu garanto que o meu é! E acho que, ainda por cima, ele teria uma performance ainda melhor com os paparazzi (pois o danadinho adora tirar fotos e olha direto pra câmera sempre que vê uma...). Sem esse olhar de susto do Max, tadinho!

Ah, tenho certeza que vocês vão dizer que estou forçando a amizade, mas estou pressentindo que o meu filhote vai ser um Brad do futuro... Afinal, ele é tão branquinho, lindo, loirinho, bochechudinho, de olhos azuizinhos quanto o mini Brad acima... 

Eeeeeh, coração (e imaginação) de mãe coruja não tem limites!!! 



sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mamar, filosofar, sorrir



 Estou demorando mais do que o costume para atualizar os posts do blog, eu sei.  

 Efeito da nova rotina, que a cada 3 horas recomeça, na seqüência mamada – fralda – tranqüilizar (esta aumentando mais ultimamente) e dormir (esta diminuiu durante o dia e vai muito bem à noite – Graças a Deus!).

 Às vezes, crio posts inteiros na minha mente, durante a etapa das mamadas. É praticamente uma hora inteira de interação total com esta nova pessoa na minha vida. Seis vezes por dia, ao menos. O que significa um tempo bem razoável para filosofar e pensar na vida. Daí a passar para o computador... é outra coisa. Conseguir 15 minutos inteiros, em frente ao monitor, às vezes é um pequeno luxo quase impossível (e que tem de ser bem aproveitado antes que o ciclo reinicie ou seja interrompido por um choro fora da sequência!).

 Também aproveito a amamentação para ler um livro bem interessante, que me foi recomendado pelo pai de uma grande amiga durante a gravidez. É um tratado de psicologia sobre o primeiro ano de vida. Muito bom e relativamente acessível à gente leiga, como eu. Está me ajudando ainda mais a entender como se estabelece a personalidade do pequeno.

 Num dos últimos capítulos que li, a seguinte frase  

... o aparecimento da reação de sorriso dá início às relações sociais do homem. É protótipo e premissa de todas as relações sociais subseqüentes.

 Achei o máximo. O sorriso é a ferramenta social por excelência! E é através dele que nos introduzimos às relações com outras pessoas neste mundo, cativando-as mesmo sem saber.

Meu bebê deu seus primeiros sorrisos há mais ou menos 3 semanas, logo após o final do primeiro mês. Naturalmente a babação está imensa... a sensação é como na canção do Gil “há de surgir uma estrela no céu cada vez que você sorri”.

E as pessoas aprendem a usar o sorriso para estabelecer (mesmo que falsamente) uma relação com os outros. Nessas reflexões durante as mamadas lembrei de duas situações nostálgicas a este respeito, típicas de quem passou a infância-adolescência entre os anos 70-80.

Uma veio de uma entrevista da Cyndi Lauper, que foi minha ídola teen. Ela usava um termo para descrever o sorriso amarelo que as celebridades dão – o tal Hollywood Smile. Uso este termo até hoje para descrever aquele sorriso que é quase uma careta de tão falso.

A outra veio de ainda mais tempo atrás. A frase indefectível de todos os cadernos de confidências (*)... vai em letras cor-de-rosa lantejouladas, então!

Sorria, mesmo que seja um sorriso triste! Pois é melhor um sorriso triste do que a tristeza de não saber sorrir.... (aaaahhhh!!!!)

O gosto da frase é altamente duvidoso - mas o conteúdo é revelador. Aprendemos desde nossa chegada ao mundo o valor de um sorriso para nossa sobrevivência.

(*) caderno de confidências – esta vale um post por si só... Resumindo, era um caderno cheio de perguntas, que a pessoa respondia uma por página. Sempre tinha uma questão do tipo “Diga uma frase ou frase predileta”...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Grandes mudanças, grandes expectativas


Estes últimos 60 dias foram marcantes para o mundo. E mudança é a palavra da hora.

Hoje, Obama é anunciado o novo presidente dos EUA. Confesso que torcia muito por isto, embora imagine que o desafio dele será imenso. O resultado foi arrasador, uma vitória esmagadora em que o recado foi claramente dado pelos americanos: "queremos mudança já!". A simples eleição dele já é um sinal muito forte, esperamos que as condições políticas reforcem o credenciamento que a população lhe deu e que realmente seja possível implementar as tais mudanças tão necessárias.

E entre outras coisas, um dos fatores que ajudaram a eleição de Obama foi certamente a crise econômica mundial, que ainda não vê solução próxima no curto prazo. Ainda que o peso da economia americana tenha diminuído sua representatividade sobre o total do mundo, ainda é a maior e esta eleição está intimamente ligada com o que se espera dos acontecimentos que ainda virão.  O mundo saiu de uma euforia consumista para um compasso de espera. Até a moda em Paris trouxe muito preto e cores escuras para o verão do hemisfério norte - sinal de que o humor está, sim, bastante diferente.

Enquanto isso, vivo um momento mais colorido e mágico que é a maternidade. Interessante passar por isto num papel de expectadora, sem vivenciar o dia-a-dia das corporações. Pela primeira vez na minha vida, aliás, o que causa ainda um certo estranhamento.

As mudanças para mim também são muitas, mas hoje tive uma evidência muito concreta de que "alguma coisa acontece no meu coração".

Quando o bebê nasceu, foram muitos os medos. De não ser uma mãe perfeita, de não conseguir dar conta do recado, de não saber como voltar a lidar com as coisas que fazia antes, enfim... Também havia a questão de se acostumar com uma pessoa nova. A relação que era a dois, passava a ser dominada por um terceiro. Tem um momento que pensei estar enlouquecendo, mas tudo passa. E agora a vida começa a se ajeitar num novo ritmo, mais cadenciado, porém sem a complexidade toda que enxergava no início. Dizem que uma mudança pessoal leva cerca de 45 dias para ser absorvida pelo indivíduo. Agora, que começo a chegar perto deste prazo, sinto que posso dizer que é verdade.

E o amor, que não se sabia se seria suficiente... este se expandiu. Senti isto claramente hoje, ao levar meu bebê para tomar suas vacinas. Choramos juntos ao sentir a picada das agulhas, uma no bracinho e outra na perninha. Doeu muito ver a expressão de dor no rosto do meu filhinho... Claro que é importante que ele esteja protegido contra as doenças, mas o desejo de proteger é muito forte. Mais forte do que qualquer coisa que jamais tenha sentido antes.

Mudanças acontecem em várias direções e quase nunca estamos preparados totalmente para recebê-las. Tenho grandes expectativas sobre estas 3 situações - que a Bolsa volte a mostrar bons sinais no futuro, que Obama seja o presidente que irá preparar os EUA e influenciar o mundo para uma nova era e que este filho seja o nosso companheiro para uma vida ainda mais plena e cheia de felicidades.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Contatos imediatos de primeiro grau


E passou-se a primeira semana deste novo estado (de espírito, de vida), que é ser mãe de alguém.

Comentei com dois grandes amigos que a sensação é a de ter sido abduzida. Como se tivesse sido subitamente arrancada de uma vida e inserida em outra, onde o ritmo é completamente diverso. A complexidade não é maior, nem menor, mas o desafio emocional é muito intenso. Ainda mais para a mãe de primeira viagem, como no texto enviado por minha grande amiga Ale (transcrito no final do post).

A impressão é que esta viagem não tem mais volta e que a vida anterior ficou totalmente para trás. Será?

Bom, como diria Caetano: pode ser que sim, pode ser que não...

De uma coisa já tenho certeza - não se volta o mesmo desta viagem. Imprescindível ter o companheiro certo para esta jornada, um pai carinhoso e apoiador, que entenda a importância do seu papel para o equilíbrio desta nova família, já que a mãe está mais fragilizada neste início. 

Também é frágil o novo relacionamento que se inicia com o bebê. Neste início de segunda semana já consigo perceber o quanto sua energia é afetada por interferências externas e como temos responsabilidade em protegê-lo.

Por fim, a certeza absoluta de que tudo vale muito a pena. Esta primeira semana também trouxe muitos momentos inesquecíveis, dos quais o mais marcante foi o primeiro encontro com meu filhinho. O bebê esgoelava, ao sair da barriga e, ao nosso primeiro toque com as mãos, parou de chorar imediatamente. Até a querida obstetra ficou admirada. Coisas fantásticas que nos revelam o quanto nossa vã filosofia deixa de alcançar sobre as maravilhas da Vida.

Transcrição do Texto enviado pela Ale

Mamãe de primeira viagem não traz muita coisa na bagagem.
Ela traz uma mistura de alegria e incertezas. E agora? Ela não sabe se vai saber ser mãe, não sabe que ser mãe não se aprende assim, que é um aprendizado diário e constante.

Ela traz um coração batendo mais forte, com ansiedades e um mundo de perguntas. Ela quer o melhor para sua continuidade, quer trabalhar duro e dizer com muito orgulho para o mundo todo que encontrou um objetivo para viver a vida.

Ah!... A mamãe de primeira viagem traz o sorriso nas orelhas e lágrimas nos olhos, mesmo se a ensinaram que não se deve chorar. Mas ela chora... ao primeiro contato, à primeira visão, na procura dos seus traços, suas marcas que continuarão sua caminhada na terra.

A mamãe de primeira viagem é uma mulher feliz. E mesmo se as inseguranças do mundo se fazem presentes, ela se prepara, como uma guerreira, para defender e oferecer o melhor dela mesma para o maior presente que ela mesmo recebeu da vida: um filho! 

domingo, 5 de outubro de 2008

Ao que vai chegar

Adoro Toquinho e sua música. Esse cara sabe das coisas. Tive o privilégio de vê-lo tocar com o falecido Baden Powell no Canal da Música e também sozinho, em outra cidade. Momentos inesquecíveis, maravilhosos, sublimes.

Foi num destes shows que ele contou a história desta música, que ele compôs para o filho que estava chegando. Segue um vídeo com o instrumental, que também é lindo.


Mas é a LETRA que diz tudo o que estou sentindo hoje, na véspera do meu encontro com essa pessoa tão aguardada.

ao que vai chegar

toquinho Composição: Toquinho / Mutinho

Voa, coração a minha força te conduz 
que o sol de um novo amor em breve vai brilhar 
Vara a escuridão, vai onde a noite esconde a luz 
Clareia seu caminho e acende seu olhar 

Vai onde a aurora mora e acorda um lindo dia 
colhe a mais bela flor que alguém já viu nascer 
e não esqueça de trazer força e magia, 
o sonho e a fantasia, e a alegria de viver 

Voa, coração que ele não deve demorar 
e tanta coisa a mais quero lhe oferecer 
O brilho da paixão, pede a uma estrela pra emprestar 
e traga junto a fé num novo amanhecer 

Convida as luas cheia, minguante e crescente 
e de onde se planta a paz, da paz quero a raiz 
E uma casinha lá onde mora o sol poente 
pra finalmente a gente simplesmente ser feliz

domingo, 28 de setembro de 2008

O Roubo - reflexão sobre o Essencial


Hoje cedo tivemos um contratempo, roubaram o nosso carro, com vários pertences dentro da garagem do nosso prédio. Foi rapidíssimo, como normalmente ocorre neste tipo de situação, com uma arma apontada para o meu marido (que graças a Deus teve muita presença de espírito e manteve a calma). Obviamente me emocionei bastante, até pelo estado avançado da gravidez. 

9 horas da manhã... hora de comprar pão e sentir preguiça... quem imaginaria uma coisa dessas? Não há realmente mais momento nem lugar para se estar 100% seguro, daí o porquê da classe média brasileira estar cada vez mais ilhada dentro de condomínios e apartamentos, buscando uma segurança artificial que lhe garanta alguma paz quanto ao futuro de sua família.

Bem ... vão-se os anéis, ficam-se os dedos... Ontem mesmo estava refletindo sobre a próxima semana, sobre o nascimento do bebê. Daqui a exatamente 7 dias estarei fechando a malinha da maternidade e voltarei para este apartamento com um presente especial nos braços.  

Disse ao meu marido que estava muito feliz pois finalmente ia realizar mais uma parte do meu sonho (já escrevi um post sobre isto). Uma nova parte da minha vida vai iniciar, nada será mais como antes.

Durante os 2 minutos que fiquei parada ao lado do carro vendo o bandido com a arma apontada para o meu marido pensei que tudo é muito frágil, que o essencial são as pessoas que amamos e que cada momento nesta terra é pra ser vivido com muito amor e compreensão. Tive medo de perder tudo isso num piscar de olhos.

Por isso, agradeço mais uma vez a Deus por esta etapa da minha vida e, principalmente, pela família maravilhosa que eu tenho, meus pais, minhas irmãs, meu marido e meu filhinho que está chegando.  Tudo ainda continua por aqui e este é o essencial da vida.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Boas notícias

Oi filho.

A "sorte de ontem" na página inicial da mamãe no Orkut era "Você irá receber uma boa notícia".

E foram duas, afinal.

A primeira foi a manchete no UOL dizendo que a Bovespa disparou e fechou o dia em alta de 5,48% (o maior índice desde o grau de investimento)... este é um fator que você deve estar sentindo que deixa sua mamãe bem estressada nos últimos 2 ou 3 meses.

Mas a boa notícia de verdade foi a tia Marina, nossa médica, quem deu. A data do seu aniversário - 6 de outubro.

A emoção é muito grande, difícil de descrever pra você. Lembra um pouco a primeira vez que eu saí de casa pela primeira vez. Um pouco de incerteza, medo, mas também a alegria de marcar uma data para o nosso encontro. Estamos todos muito ansiosos para te ver de pertinho, segurar você, conhecer seu rostinho.

E talvez por isso eu ande tão chorona. Chorei hoje no consultório da tia Marina, que é uma pessoa tão legal e iluminada, dizendo que tinha muito orgulho de trazer você para este mundo. Chorei ontem, quando o papai me disse que estava esperando você com uma felicidade tão grande, igual à que ele próprio sentia quando era criança, ao saber que ganharia um presente maravilhoso de Natal, aquele presente mais desejado de todos.

Restam mais algumas semanas para você ficar aí no quentinho, enquanto o vento frio sopra em Curitiba. Enquanto isso, mamãe vai descansar bastante, aproveitando as caronas da vovó e do vovô e continuando a se preparar para este encontro tão especial, que certamente mudará toda a nossa vida, minha e do papai.

Outro dia, enquanto você se esticava dentro da barriga, pensei comigo mesma "como pode, uma pessoa totalmente estranha, ser tão aguardada por nós dois"... Mas posso te dizer que, embora não saiba nada sobre ser mãe e tenha muitas inseguranças, acredito que este é o momento perfeito para você vir morar com a gente.

E vai ter muito amor, carinho, beijinhos, risadinhas e aquela torneira que o papai vive falando que vai montar pra vocês brincarem com água na sacada.

domingo, 31 de agosto de 2008

O seu chá de fraldas


Oi filho,

Daqui a algum tempo, vou te contar pessoalmente como foi a sua primeira festinha, antes mesmo de você nascer. Tem várias fotos legais, algumas pessoas escreveram conselhos importantes, que certamente você vai curtir ler. Vou guardar tudo num álbum pra você.

Você estava presente sim, mas dentro da minha barriga, bem quentinho. Sorte sua, fez um frio de lascar, tipicamente curitibano. No Weather Channel, dizia que a sensação térmica era de 7 graus!!! Fiquei com pena da sua vovó, que se empenhou tanto em alugar brinquedos e comprar cadeiras novas para o jardim. Bom, pelo menos sua priminha e algumas crianças que chegaram mais cedo aproveitaram bastante.

Vieram várias pessoas, gente muito querida e legal. Até sua titia veio de muito longe, veja só!

Tinha muita comida gostosa, a vovó comprou muitos docinhos e salgadinhos. Sua outra vovó fez a receita famosa de pé de moleque (que todo mundo adora), a Bá fez o empadão delicioso de palmito, tortas de suspiro e o maravilhoso pavê-bombom de morango (que não sobrou nadinha). Você ganhou uma fonte deliciosa de chocolates da tia M., as crianças adoraram, foi muito divertido!!! O vovô também ajudou bastante a arrumar tudo e trouxe as bebidas. Agora quem trabalhou muito neste dia foi o seu papai, mas ele mesmo disse que você merecia e estava também muito feliz.

Nós fizemos esta festa para comemorar a sua chegada. Porque nós acreditamos que tudo de lindo que acontece na vida deve ser muito celebrado. Convidamos bem poucas pessoas, principalmente aquelas que estão curtindo bastante conosco este momento, porque queríamos retribuir o carinho. A barriga não foi o centro das atenções, mas a tua presença foi muito forte o tempo todo, nas fotos, nos enfeites e no barulho das crianças por toda a casa.

Por isso, também, não tivemos brincadeiras de adivinhação de presentes, decidimos que queríamos todo mundo participando conosco, homens, mulheres, crianças... Mas você ganhou um monte de fraldas (o que certamente vai ser super útil) e alguns presentinhos bem fofos e carinhosos.

Hoje, mamãe está morta de cansada... Dói tudo! Ainda bem que é domingo!
Mas na hora não senti cansaço nenhum, só alegria de estar vivendo aquele momento tão legal. E acho que você curtiu também... afinal, ganhou muito carinho e vários beijinhos (na barriga) das meninas que vieram pra sua festinha, seu danado!!!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O nível primitivo da Ursa e outras Reflexões sobre a Maternidade


Recebi este texto hoje por email da Ale, amiga querida e mãe da Rafinha. Achei lindo, difícil ver sentimentos tão profundos traduzidos de forma tão simples e direta. Então transcrevi aqui para dar chance de todo mundo ler. Beijos.

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.

'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'

'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'

Autor Desconhecido

terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu, em versão ampliada (e dupla

Frio em Curitiba.

Acabei não almoçando direito hoje (crime da mala) e fiquei só nos lanchinhos de grávida. Resultado = não aguentei a fome ao sair do trabalho e tive que parar no Subway. Escolhi o sanduba mais light (lógico), combinando com o suco igual. Mas não bastou, a carga pesada do dia de hoje exigia algo mais "hard"... e detonei o resto do ovo de páscoa que estava no armário da cozinha.

Tá certo, um ovo pequeno, que já tinha sido comido mais da metade pelo meu digníssimo marido. Mas depois não reclame dos 3 kg a mais na última medição da obstetra. Ódio!!! Mas quem consegue passar a sopinhas e chazinhos num clima desses?

O negócio é tomar vergonha na cara e arrumar um jeito de gastar mais calorias. Já quase consegui, estava fazendo natação direitinho antes das férias. Mas aí veio uma gripe fulminante, que me deixou de cama e a coisa desanimou. Já fiz uma aula experimental de Ioga, parece ser um bom caminho pra ajudar as dores nas costas. Mas lá no fundo, tenho dúvidas se isto realmente é exercício de verdade... e haja respiração!

Não posso reclamar do incentivo que tenho em casa e também dos amigos / família. Todo mundo dando o maior reforço positivo, que estou ótima, etc, etc, etc... Mas a balança já registrou quase 10 kg desde o início da gravidez, este é o fato já consumado. Somando o ovo de páscoa... bom, melhor deixar pra lá.

Prometi a mim mesma que não vou me estressar com isto mais do que o necessário. Mas reconheço que é difícil. Acho que esta etapa é um exercício de auto-estima, um convite ao desprendimento sobre os nossos valores mais egoístas... para que você finalmente entenda que, ao final de tudo, deixará de ser "a Fulana" e passará a ser "a Mãe do Fulaninho(a)".

Pelo menos isso foi o que me disse, semana passada, uma cliente da empresa em que eu trabalho.

Madonna já disse diferente. Quando estava grávida da Lourdes, afirmou que "a gravidez é a piada de Deus com as mulheres".

Acho que estou no meio das duas posições. Sinceramente, consigo acreditar que dá pra preservar a individualidade, mas consigo entender que possa existir algo como um teste divino sobre nossa capacidade de ser maior do que as nossas medidas (literalmente!).

Moral da História - Viva a Cinta!!! Já escolhi uma para levar na mala da maternidade!

Ou como diria Alanis...

That I will be good... Even if I gain 10 pounds... (ou o dobro disso!)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sonhos viram realidade, quando queremos de verdade


De vez em quando, é bom parar e olhar um pouco pra trás.

Impressionante como a vida muda em pouco tempo. E como é importante encontrar, dentro de nós, o que realmente faz sentido.
Sem querer plagiar Paulo Coelho sobre teorias conspiratórias do Universo, ou fazer releitura de "O Segredo". Mas acontece, é a pura verdade.

Lembro de ter escrito, no final de 2004, um pequeno resumo de algumas metas pessoais que gostaria de atingir. Basicamente, mudar tudo o que me incomodava (e era muita coisa). Desde o meu corpo, minha situação profissional, meu carro, ter um apartamento meu pra morar, fazer aquele mestrado que vinha adiando há muito... e, finalmente, o meu sonho de conhecer alguém para fazer uma família só minha.

Para tudo isso acontecer, eu precisei entender uma coisa básica - a tal Lei do Vazio. Recebi um email do meu pai esta semana, que me lembrou como isso é importante. Em resumo, significa que para trazer as coisas que precisamos para nossas vidas, é preciso que haja espaço para elas.

Não dá para comprar mais roupa, se o armário está abarrotado, é preciso fazer uma limpeza e doar o que não se usa mais. Da mesma forma, um relacionamento desgastado precisa ser literalmente "exorcizado", antes que aquele alguém, que irá fazer todo o sentido, apareça.

O ano de 2005 foi praticamente todo consumido com a implementação do plano - e também a limpeza da alma, sem a qual certamente não teria a maturidade e a auto-estima certas para encontrar as peças que faltavam.

Esta semana, fiz um ano de casamento com a pessoa mais certa que poderia encontrar.
Comemoramos da forma mais íntima e singela, em nossa casa, em nosso sofá. Ganhei flores perfeitas e um cartão ainda melhor (pois flores são lindas, mas perdem parte do encanto sem a intenção que as acompanha, devidamente escrita).

E a comemoração aconteceu a três... por assim dizer!
Pois a última peça que faltava do meu plano de 2005 está a caminho - e vai chegar em outubro, completando minha felicidade.

domingo, 25 de maio de 2008

Vale a pena ser Mothern?



Não sei se é o estágio da gravidez, mas percebo que ando meio preguiçosa pra escrever (e tendo ataques de sono "Garfieldianos", se é que vc me entende...). Mas não deixo de ler as coisas interessantes que outras pessoas mais inspiradas andam e andaram escrevendo, pois a curiosidade aumenta, à medida em que a barriga cresce.





Por isso, reproduzo o ótimo texto das meninas do Mothern.blogspot.com (o mais conhecido dos sites brasileiros sobre a dor e delícia de ser mãe). Enjoy!






É difícil, sim. Cansa, sim. Dá trabalho, sim. Mas existem centenas de motivos para, ainda assim, valer a pena ser mothern. Aí vão alguns deles:


. para ser a pessoa mais importante na vida de uma criança;


. para ver seu corpo mudar de forma e gerar outra pessoa;


. para ficar horas na seção infantil da C&A;


. para ficar horas e horas na seção infantil da Zara;


. para deixar de ser criança;


. para descobrir que a sua capacidade de amar é muito maior do que você imagina;


. para entender melhor a sua mãe;


. para ouvir alguém te chamar de mãe;


. para ver de perto uma criança crescendo;


. para ficar mais generosa;


. para ter um motivo pra escorregar no toboágua;


. para o seu casamento passar por uma prova de fogo;


. para mudar de prioridades;


. para comprar o enxoval;


. para escolher o nome;


. para ver alguém bem parecido com você;


. para descobrir seus dotes de cantora, atriz e fotógrafa;


. para alterar completamente seu relógio biológico;


. para não passar o domingo vendo televisão;


. para pagar menos no seguro do carro;


. para parar de se preocupar com a arrumação da casa;


. para ver seu peito dar leite;


. para viver a experiência de quem pôs silicone, sem passar pelo bisturi;


. para encher a casa;


. para parar de encher a cara;


. para catar piolho;


. para ir ao zoológico;


. para aprender o que é molusco e exantema súbito;


. para entender de futebol;


. para voltar a brincar de boneca;


. para se interessar por pedagogia;


. para fazer novos amigos;


. para entender melhor este blog;


. para conhecer a pessoa mais linda que você já viu no mundo;


. para aumentar o número de pessoas fofas no mundo.


(Ju e Laura.)