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domingo, 1 de agosto de 2010

Doce Terapia

Quando a gente passa a semana num ritmo agitado, quer mais é ficar em casa no final de semana.

E o tempo em Curitiba tem ajudado. Preguiça total de sair no frio, ir em restaurantes lotados e shoppings idem. Aproveito pra curtir um pouco a casa e o carinho dos meus meninos (pai e filho).

E nestes momentos caseiros, tenho me proposto exercitar um lado que andava meio abafado. Estou curtindo ler revistas sobre casa, decoração. Tudo no espírito da mudança para a nova casa, que se aproxima nos próximos meses.

Uma revista que estou gostando muito é a bimestral Casa e Comida, da editora Globo. Infelizmente não é vendida fora de SP, então tive de fazer a assinatura, para não arriscar um desencontro nas bancas.

A revista tem fotos maravilhosas e reportagens muito bem escritas sobre estilo de viver e receber. E idéias inspiradoras para quiser se aventurar (esporadicamente ou não) na cozinha. Idéias que vem ao encontro de quem quer ficar em casa num domingo à tarde.

Numa destas leituras topei com uma foto maravilhosa, que ilustra este post. Era um editorial sobre a confeitaria, não tinha a receita. Deu um desejo de comer a tal Lemon Bar...  Achei o preço um disparate até pra realidade de SP, mas fiquei com a tentação na cabeça. No site não constava a receita, mas tinha um comentário de uma leitora para um link de um blog português. Lá estava! Dei uma olhada nos ingredientes, tudo em casa, beleza!!!

Só um detalhe - cozinha nunca foi o meu forte. Acho o máximo quem faz bem (como o meu marido) e tenho tentado diminuir minha incapacidade ultimamente.

Pra encurtar a história: foram 2 receitas feitas.

A primeira, um desastre. Coloquei numa forma grande demais a massa. O recheio, batido em tempo insuficiente, não se acomodou como o previsto e escorreu para a parte da forma sem massa. Tive de retirar tudo e socar numa forma menor, rezando para que o resultado final desse alguma coisa comestível (deu, mas nada perto do que está na foto... parecia uma farofa de bolacha mole, misturada com suco de limão). Me achei a pessoa mais incapaz do mundo, uma receita tão simples! Pensei comigo mesma: gente como eu merece mesmo pagar 60 pilas por um pedacinho de bolo....

Lembrei do Jamie Oliver. Ele diz que todo mundo pode cozinhar muito bem. A diferença é o quanto a pessoa se sente derrotada pelos primeiros erros e não segue adiante (totalmente o meu caso).

A segunda receita, já considerando uma reflexão sobre os problemas da primeira, foi executada quase perfeitamente. Só faltou a forma certa. Não tinha o tamanho certo retangular, então resolvi usar uma daquelas onduladas (claro que grudou todo o creme do recheio). Mas tudo bem, quando esfriou foi só cortar os cantinhos, colocar açúcar e lá estava! Igualzinha a da revista, com um custo 20 vezes menor.

Valeu por umas 3 sessões de terapia. Pela auto estima reforçada, por enxergar e valorizar outras dimensões da vida, por relativizar coisas chatas. No final a gente se cobra muito, quer que tudo saia perfeito na primeira vez, mas é a capacidade de refazer a receita que faz a gente chegar algum dia a um resultado que valha a pena saborear.

Pra quem ficou curioso, seguem: o link da receita e o da loja que vende o doce em SP.

Receita: http://amoresabores.blogs.sapo.pt/43991.html

Loja: Dondoca doces especiais

Tel. (11) 8108-6326
http://www.dondocadoces.blogspot.com/
A Lemon bar custa R$ 60 (25 x 25 cm)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Comilança de Fim de Ano


Chá com Bolachinhas existe já há mais ou menos 1 ano e 3 meses. Para um blog que tem nome ligado a comida, até que falo pouco sobre o tema neste espaço.

Porém, nada como uma noite mal dormida para trazer o assunto à baila. Nas últimas semanas, muitos festerês em família, com amigos, trabalho... todo mundo quer celebrar o final do ano. E isso que, como estou com o bebê pequeno, tenho tido que recusar alguns convites por dificuldades logísticas. 

É sempre legal festejar, com amigos ainda mais. Mas o acúmulo de convites faz do prazer também um stress. E para uma mamãe fresca, que ainda luta contra a dissonância cognitiva da recusa de suas calças em caberem nas novas formas, é até uma forma de tortura.

É besteira, eu sei. Está nos livros, na orientação da obstetra e na experiência das amigas que já passaram por isto - o corpo tem seus 6 meses, no mínimo, pra voltar ao que era antes, com a ajuda de alguma malhação e autocontrole. 

Então, vou buscar inspiração para resolver minha ansiedade (e curtir devidamente este momento de festas) nas sábias palavras de dona Hebe Camargo, de quem sou fã assumida. Ela disse: "o problema não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, e sim o que acontece entre o Ano Novo e o Natal"...

Que venha 2009! Até lá, vamos continuar atolando na jaca, em boa companhia!!!