segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Sem Tempo para Nada!!!!


Dando uma busca no Google, achei mais de 2,5 milhão de páginas com este tema... Muitos blogs com desabafos de gente que não consegue dar conta de tudo o que precisa fazer, sites de carreira aconselhando a se “trabalhar de forma mais inteligente” (como se as pessoas realmente escolhessem, conscientemente, trabalhar de forma estúpida!) ...

Esta última frase está no livro que li hoje: “Sem Tempo Pra Nada – Vencendo a epidemia da falta de tempo”. Que forma melhor de tornar produtivo o tempo de intermináveis 5 horas de poltrona não reclinável (privilégio da saída de emergência), com direito a dose extra de barrinha de cereal?
coelho branco: "é tarde! é tarde!!!"
Devido aos múltiplos feedbacks recebidos em casa nos últimos dias sobre minha atitude estressada (pois não basta ter marido, ele tem que participar...), resolvi aproveitar a viagem para tentar aprender mais sobre o assunto.


O autor é o psiquiatra americano Edward Hallowell. Médico especializado na Síndrome de Deficiência de Atenção, ele detectou que o mundo vive hoje uma epidemia social com sintomas muito próximos ao DDA. Daí, resolveu usar sua experiência para dar alguns conselhos práticos que ajudassem a dar um melhor direcionamento para quem enfrenta este problema.

Acho que dá para resumir os bons conselhos do Dr Hallowell em dois principais, dentre os 10 passos para o resgate da posse do próprio tempo:

- Descobrir e fazer as coisas que REALMENTE nos interessam (considero a parte mais difícil!)
- Não desconectar do mundo, o estressado geralmente se fecha no próprio mundo

No restante, seguem várias técnicas que vão ajudar a entender onde estão os “ladrões de tempo”, reforçar a concentração e o controle emocional.


Me lembra alguma coisa de Sêneca, que escrevia sobre a “agitação estéril” – a necessidade que as pessoas têm de se mostrar ocupadas como formiguinhas, como se isto fosse sinônimo de produtividade. Parece que depois que inventaram o computador, o celular e outras bugigangas, ficou mais difícil escapar deste tipo de armadilha.


Os gregos já sabiam das coisas há muuuito tempo...

domingo, 23 de setembro de 2007

Vai Vedrai - trapézio Cirque du Soleil

Número diferente do que assisti, mas igualmente emocionante.

Alegría,alegría!!!





Ontem tive o PRIVILÉGIO de assistir a uma apresentação do Cirque du Soleil.



Sim, o preço é fora de qualquer noção... o mesmo espetáculo em Paris era vendido na Fnac da Rue de Rennes por 20 Euros (mais ou menos 90 reais, na época). Um lazer acessível para a maioria, portanto.

Mas confesso que afora isto, foi um espetáculo diferente de tudo o que jamais tenha visto. Mesmo tendo assistido vários vídeos do Cirque (que virou moda nos treinamentos sobre mudança, excelência, oceanos azuis e por aí vai). Ao vivo, é outra história.

A expectativa é grande, um estranhamento inicial com os Personagens burlescos que "aquecem" o público antes do primeiro número. E os números se sucedem, numa crescente de emoção e surpresa... os números são emocionantes, plásticos, arrebatadores. Os palhaços surgem entre os números, como que para dar uma oportunidade de rir um pouco antes de se assombrar novamente (e são ótimos, engraçadíssimos!)

E devo confessar que me surpreendi principalmente com a altíssima qualidade da trilha sonora, que, com todo o mérito, levou o disco de platina no Canadá.

Por esse motivo, um dos meus números prediletos do espetáculo acabou sendo o trapézio, que aqui foi encenado com uma única artista, diferente da versão que está no vídeo, com um casal de trapezistas, perfeitamente sincronizados. O que na minha opinião não desfez em nada o encanto, pois a base do número é a música - Vai Vedrai. Uma espécie de tango, com uma letra muito poética, que dá o suporte perfeito para as quedas e retomadas da artista. As letras não são importantes, segundo os criadores, que querem mais ter uma sonoridade que transmita algo universal. Mas o vocal forte, emocionado, dá um tom muito profundo e uma idéia muito precisa da emoção contida neste número, transportando o espectador para o mundo do Cirque já nos primeiros minutos.

Duas horas depois, o que resta é um estado de pura graça e paz interior. Como disse o meu marido, acima de tudo é muito bom assistir um espetáculo feito por gente extremamente competente.

Segue a letra - (AlegriA --Lyrics from Cirquetribune.com)


Vai Vedrai
vai, vai bambino vai vedrai,
vai vai, vai piccino vai vedrai,
vai vedrai dove manca la fortuna

non si va più con il cuore
ma coi piedi sulla luna

oh mio fanciullo, vedrai
vai vedrai

che un sorriso nasconde spesso
un gran dolore, vai vedrai

follia del uomo senza driturra, vai
follia dei guerrier senza paura, vai
follia del bambino pien di vita
che giocando al paradiso
dal soldato fu ucciso

vai, vedrai

sábado, 22 de setembro de 2007

Marie Antoinette - VOGUE Versailles

Segue o v~ideo com o making off do editorial da Vogue, que citei no post anterior

Você gosta de moda?


Mas estou falando de moda levada ao conceito de arte... algo bem anterior ao que vemos nas Zaras da vida e mesmo nas Fashion Weeks banalizadas de hoje.



Assisti ontem ao excelente filme de Sofia Coppola sobre a vida de Maria Antonieta (com a loirinha Kirsten Dunst, ótima no papel - sempre achei a Mary Jane do Homem Aranha muito pouco para ela). Além da abordagem sempre interessante da Sofia sobre angústias e contextos em que a vida acontece, adorei sobretudo os luxuosos figurinos do filme... maravilhosos vestidos, penteados, penteados-esculturas e sapatinhos. Rever Versalhes, onde passei um dos melhores dias de minha vida também foi ótimo.

Lógico que a VOGUE não iria perder este link tão óbvio e realizou um dos seus melhores editoriais no lugar onde tudo aconteceu (Versalhes) com os atores principais do filme. Trabalho fantástico e genial. Além de trazer algumas das melhores criações usadas no filme (como o maravilhoso vestido verde-água com cinto vermelho), foram convidadas as grandes maisons da atualidade, que enviaram verdadeiras obras de arte para serem vestidas pela Kirsten no editorial. Tenho certeza que a Maria Antonieta de carne e osso aprovaria e, certamente, usaria.





Meu preferido é o que está ilustrando este post... um deslumbrante Dior (by Galliano), com 20 metros de papel alumínio negro e organza, praticamente uma nuvem que segue uma fada diáfana... Caudas longas são o máximo, usei uma no meu casamento, inspirada num Versace usado pela Penélope Cruz no Oscar. Beeeeeem mais modesto que o Galliano, claro, mas deu pra sentir o gostinho e o glamour.


Veja o vídeo com o making off do editorial no próximo post e, se puder, assista o filme em DVD. Mas vá com a cabeça aberta, pois não é uma produção de época normal. Trilha ótima, como é normal em produções da Sofia. Muito New Order, Cure e outros mais moderninhos que não lembro o nome.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Avós do século XXI


Quando éramos crianças, qual era a imagem cristalizada da vovó?


Dona Benta, claro!!! Tanto na TV, ao acompanharmos as aventuras da turma do Sítio (que saudade...) quanto no indefectível livro de receitas que havia em toda cozinha brasileira que se prezasse nos anos 60/70...


Muitos avós do século XXI têm outro pique. Mesmo aqueles que já não trabalham, sofrem o imperativo de uma sociedade menos contemplativa que aquela do Monteiro Lobato, com informação demais, pressa demais, tempo de menos. Mas a ternura, o encantamento... estes permanecem e são atemporais.


Acompanho com grande interesse a transformação de meus pais em avós corujíssimos... Um adoçamento da alma que é gradativo e crescente... a cada sorriso, cada som, cada movimento da netinha. Deus sabe o que faz. É preciso comer muito feijão na vida, viver anos e anos de batalha, para então saborear a grande conquista que é tornar-se avô ou avó...


Links interessantes, em inglês. Várias dicas para os vovôs do novo milênio... desde as receitinhas clássicas (afinal avó é mãe com açúcar...) até um artigo sobre como os vovôs financistas orientam seus netos!... Coisas maravilhosas da internet.





Beijos.

domingo, 16 de setembro de 2007

Maria Callas -- Habanera (1962)